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Artigo de João Candido Portinari para o Diário do Povo analisando o impacto cultural e humanista da mostra “O Brasil de Portinari” no Museu Nacional da China (10 de junho a 11 de outubro de 2026). O autor destaca obras fundamentais, como Roda Infantil e a projeção imersiva dos painéis Guerra e Paz, relacionando as origens do pintor em Brodowski e sua sensibilidade ao drama social dos retirantes à universalidade de sua arte. Aborda ainda o contexto histórico de criação dos murais da ONU, as restrições políticas e o envenenamento por chumbo sofridos pelo artista. Por fim, celebra a concretização do antigo desejo de trazer as obras à China como uma ponte de fraternidade e valores compartilhados — como o respeito ao trabalho, à terra e à dignidade humana —, sintetizados no provérbio chinês ofertado pelo museu: “A amizade verdadeira não conhece distâncias”.

